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Dilma lança em Arapiraca programa Água para Todos no Nordeste

25 de Julho de 2011 18:56

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Dilma lança em Arapiraca programa Água para Todos no Nordeste

Foto: Adalberto Custódio

A presidenta Dilma Rousseff lançou, na tarde dessa segunda-feira (25), em Arapiraca, o programa Água para Todos, que deverá implantar uma rede de 750 mil cisternas na região. O lançamento foi feito durante encontro como os governadores do Nordeste, onde Dilma fez questão de destacar que optou por fazer o lançamento dos programas nacionais em Alagoas. Dilma Roussef lembrou ainda que a região Nordeste é a que detêm o maior número de brasileiros na linha de miséria. Num total de 16 milhões de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza no país, 9,5 milhões são nordestinos. Por conta disso, a presidenta assegurou que o governo federal está com foco prioritário na inclusão da população nordestina em programas federais de desenvolvimento para tirar a população da faixa de extrema pobreza e levá-la a uma condição de vida digna, “para que o povo nordestino e a população mais sofrida tenham, de fato, oportunidades de desenvolvimento”, afirmou a presidenta. “Desde 2003 a pobreza extrema no Brasil reduziu de forma sistemática, do início deste ano até maio de 2011, tivemos uma elevação da classe média de 39,9 milhões de pessoas, o equivalente a uma Argentina inteira”, afirmou Dilma. Ainda durante a reunião, o governador Teotonio Vilela Filho agradeceu a escolha da presidenta Dilma Rousseff de Alagoas para o lançamento dos programas federais e destacou que a atitude é um reconhecimento ao sofrimento e esforço do povo alagoano pelo seu desenvolvimento. Teotonio lembrou que Alagoas tem o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano do país (IDH), mas afirmou: “Estamos fazendo um esforço para reverter a situação dos indicadores sociais e estamos mudando essa situação”. “Alagoas é uma terra sofrida, mas que não se dobra. A senhora está colocando um dedo de cura na ferida mais antiga de Alagoas, que é o problema da água. Então seja muito bem-vinda presidenta Dilma”, concluiu Teotonio Vilela. Canal do Sertão A prioridade do governo federal é atender à população com obras, como a continuidade da construção do Canal do Sertão, a transposição do Rio São Francisco, a construção de cisternas, barragens e diversas outras ações que irão reduzir a falta de água na região, em especial, no semiárido. O governo federal irá investir ainda no estímulo à produção agrícola com a distribuição de sementes, assistência técnica e com o programa de aquisição de alimentos. O governo federal quer também garantir mercado para os pequenos agricultores, os mais necessitados, com a compra de sua produção para o programa de merenda escolar. Produtores rurais “Se tivermos oportunidade queremos pedir o perdão das dívidas dos produtores rurais à presidenta Dilma”, afirma Luciene Borges da Silva, integrante de uma associação de produtores de Penedo, enquanto aguardava a chegada comitiva presidencial à sede da AABB, em Arapiraca. Segundo Luciene, a vinda da presidenta para anunciar os programas federais é uma forma de atender reivindicações antigas de todo o povo do Nordeste brasileiro. “Em Penedo, nós temos, por exemplo, uma situação boa de abastecimento de água, mas o povo do semiárido precisa muito de água, o Estado inteiro precisa de soluções para o abastecimento de água e do apoio à produção agrícola”, declarou. Segundo as informações da líder da associação, os trabalhadores estão assentados há seis anos, mas até hoje não tiveram apoio suficiente para que os projetos agrícolas gerassem renda para cumprir os compromissos junto ao Banco do Brasil, que financiou as terras, e ao Banco do Nordeste, financiador dos projetos agropecuários. Os trabalhadores justificam que os projetos implantados não tinham viabilidade econômica e foram feitos sem discussão com os agricultores, o que levou à situação atual de dívida. “Queremos pagar, mas não temos como. Precisamos ao menos de um projeto que gere renda de verdade. Queremos ser ouvidos e ter a opção de escolha de projetos que sabemos que irão dar certo”, defendeu Luciene.

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