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Livro em homenagem às vítimas do holocausto é lançado nesta quinta-feira em Maceió

21 de Maro de 2011 15:43

Redação c/ Assessoria

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Livro em homenagem às vítimas do holocausto é lançado nesta quinta-feira em Maceió

A escritora Clara Gawendo, 79 anos, lançará seu primeiro romance - MISHA E EU - das cinco obras já escritas, na Nossa Livraria Mega Store, Farol, na próxima quinta-feira, 24, às 19 horas. O empolgante romance foi prefaciado por Murillo Rocha Mendes e é uma homenagem às vítimas do holocausto. A autora é judia, natural de Recife, morou em Barbacena/MG, quando começou a desenhar o romance (porque não sabia, ainda, escrever) a partir das conversas entre sua mãe e as amigas, as quais falava-se do holocausto imposto aos judeus pelo nazismo. BIOGRAFIA DE CLARA GAWENDO: Clara Gawendo nasceu em Recife, Pernambuco, em 1932. Neta de imigrantes judeus da Bessarabia, seus avós chegaram ao Brasil no fim do século 19, fugindo dos progroms antesemitas que se alastravam na Rússia. Em 1937, mudou-se com os pais e irmãos para Barbacena, Minas Gerais, onde passou sua infância e adolescência. Membro de uma família forte e unida, é a segunda de cinco gerações: sua mãe, Bella Kosminsky; ela, Clara Gawendo com três filhos, sete netos e dois bisnetos. Casou-se com Chlawna Hirsz Gawendo, em 1954 e, em 1996, já viúva, mudou-se para Maceió, Alagoas, onde vive atualmente. Amante da leitura e das artes, dedicou-se à pintura e à poesia, tendo recebido diversos prêmios nestas modalidades. Sensível e observadora, anotava suas impressões e sentimentos em rascunhos (o que o faz até os dias de hoje), guardados em seu baú de lembranças durante muitos anos. Parte destas anotações resultou neste romance “Misha e eu” como homenagem às vítimas: inúmeras Mishas, Bertas, Dinas, Goldas. Vidas tão precocemente ceifadas sucumbidas nas mãos dos carrascos a quem se denomina de “bestas humanas”. Vítimas que se tornaram heroínas do futuro! Para Clara, judaísmo é uma filosofia de vida. E sente que, após tantas perseguições, eliminações e ódio, ser judeu e continuar sendo judeu é não quebrar a perpetuação da vida que D’us nos deu.

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