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Escolas aprovam reforma, mas fazem ressalvas à acústica e luz da Sapucaí

20 de Fevereiro de 2012 16:54

G1

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As novas arquibancadas e silhueta da Marquês de Sapucaí, no Centro do Rio de Janeiro, não agradaram apenas ao público que foi conferir o primeiro dia de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, mas também os carnavalescos e mestres de baterias. Para alguns, o ponto forte é o espaço, que ficou maior. Para outros, a iluminação deixou a desejar e as alterações provocaram mudanças na acústica do ambiente. "O som demora para se propagar", diz mestre Thiago Diogo, da Unidos do Porto da Pedra.

Foram nove meses de obras que deram à passarela do samba o traçado original previsto pelo arquiteto Oscar Niemeyer, em 1983, e aumentando para 72,5 mil lugares a capacidade de público - 12,5 mil a mais do que em 2011. O local também vai receber no futuro a chegada da maratona e as provas de tiro com arco nos Jogos Olímpicos de 2016.

A grande reforma pode ser resumida da seguinte forma: tudo que existe de um lado da Marquês de Sapucaí foi construído do outro, como se fosse um espelho, mas com algumas diferenças. Os camarotes ganharam varanda e ocupam dois andares em cada um dos quatro blocos de arquibancadas e frisas que surgiram.

Para o mestre Thiago Diogo, da Unidos do Porto da Pedra, sexta escola a desfilar, as obras não interferiram na cadência do som da bateria, no entanto, ele admitiu ter feito algumas adaptações para o carnaval deste ano. “Eu acho que ficou tranquilo, com mais espaço até mesmo para a evolução, mas tivemos que mudar um pouco, porque o som demora a propagar”, disse ele.

"O som está escapando um pouco mais. Deu uma certa dificuldade, mas deu para controlar", disse Gilsinho, intérprete da Portela, em entrevista ao Bom Dia Brasil desta segunda-feira. "Nos ensaios técnicos procuramos aprender essa nova estética e nos arranjar com o som da avenida." Segundo eles, com a nova acústica os integrantes precisam cantar com mais garra e mais afinco.

Já o carnavalesco Jaime Cesário, também da vermelha e branca de São Gonçalo, afirmou que o desfile deste ano funciona como um laboratório para as escolas. Ele acredita que os carnavalescos vão aproveitar o novo espaço para abusar na largura das alegorias e, espera ele, na altura. Alguns carros chamaram atenção na noite de domingo justamente pelo tamanho.

“Existe mais espaço agora e, na realidade, esse é um carnaval de experiência. Cada carnavalesco terá que pensar numa nova forma de montar o seu carnaval. Não temos mais o paredão (como era conhecido o antigo prédio de uma cervejaria que foi demolido), e temos a opção de crescer por todos os lados. Esse é um carnaval de laboratório, vence que melhor se adaptar”, afirmou ele.

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