Médico representará o Brasil em congresso internacional de oftalmologia
08 de Fevereiro de 2012 09:01
Alagoas terá um representante no 23º Congresso Internacional de Oftalmologia, previsto para acontecer entre os dias 16 a 20 de fevereiro deste ano, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O médico Renato Wendell Damasceno, doutor em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo e especialista em Oncologia Ocular pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, defenderá um trabalho científico e vai ministrar uma aula com o tema ‘Tumores palpebrais’.
Para participar do Congresso como palestrante, os médicos interessados precisaram inscrever e defender suas teses para a Comissão Científica do evento. Foram enviados trabalhos do mundo inteiro e a tese apresentada por Renato Damasceno foi aprovada.
A palestra que será ministrada pelo especialista deverá acontecer para um público de mais de cinco mil médicos e estudantes. Ela será realizada no dia 19, durante o domingo de carnaval, data em que grande parte das pessoas estará envolvida com a festa de momo. “O Congresso é um programa de educação médica continuada e é importante que estejamos sempre nos atualizando, buscando qualificação no mercado. E a palestra será uma oportunidade de compartilharmos estudos e experiências”, explicou Renato Damasceno.
O conteúdo
A palestra do médico alagoano abordará o tema ‘tumores palpebrais’. “Vamos falar sobre os tipos de tumores existentes, como é realizada a cirurgia para a sua retirada e como se dá a reconstrução das pálpebras após as intervenções”, esclareceu o especialista.
Segundo ele, a exposição aos raios solares ultravioletas (UV) representa o principal fator de risco para o surgimento dos tumores. “A radiação UV pode provocar três tipos de câncer ocular: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Este último é considerado a forma mais grave da patologia. Durante nossa apresentação vamos mostrar as formas de cada tipo de tumor e reafirmar que o diagnóstico precoce permite ao paciente maior chance de cura. O olho pode voltar completamente ao normal após o procedimento cirúrgico quando a patologia é descoberta ainda em sua fase inicial. Caso contrário, a reconstrução palpebral corre o risco de não ficar com a mesma anatomia original”, detalhou.
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