Alagoano representa o Brasil em congresso internacional de oftalmologia
07 de Fevereiro de 2012 17:31
Alagoas terá um representante no 23º Congresso Internacional de Oftalmologia, previsto para acontecer entre os dias 16 a 20 de fevereiro deste ano, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O médico Renato Wendell Damasceno, doutor em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo e especialista em Oncologia Ocular pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, defenderá um trabalho científico e vai ministrar uma aula com o tema ‘Tumores palpebrais’.
Para participar do congresso como palestrante, os médicos interessados precisaram inscrever e defender suas teses para a Comissão Científica do evento. Foram enviados trabalhos do mundo inteiro e a tese apresentada por Renato Damasceno foi aprovada.
A palestra que será ministrada pelo especialista deverá acontecer para um público de mais de cinco mil médicos e estudantes. Ela será realizada no dia 19, domingo de Carnaval.
“O congresso é um programa de educação médica continuada e é importante que estejamos sempre nos atualizando, buscando qualificação no mercado. E a palestra será uma oportunidade de compartilharmos estudos e experiências”, explicou Renato Damasceno.
O conteúdo
A palestra do médico alagoano abordará o tema ‘tumores palpebrais’. “Vamos falar sobre os tipos de tumores existentes, como é realizada a cirurgia para a sua retirada e como se dá a reconstrução das pálpebras após as intervenções”, esclareceu o especialista.
Segundo ele, a exposição aos raios solares ultravioletas (UV) representa o principal fator de risco para o surgimento dos tumores. “A radiação UV pode provocar três tipos de câncer ocular: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Este último é considerado a forma mais grave da patologia. Durante nossa apresentação vamos mostrar as formas de cada tipo de tumor e reafirmar que o diagnóstico precoce permite ao paciente maior chance de cura. O olho pode voltar completamente ao normal após o procedimento cirúrgico quando a patologia é descoberta ainda em sua fase inicial. Caso contrário, a reconstrução palpebral corre o risco de não ficar com a mesma anatomia original”, detalhou.
Ainda de acordo com o especialista, quando o câncer aparece, a intervenção cirúrgica é a única solução para tentar exterminar a doença. O procedimento pode durar entre 30 minutos e duas horas, a depender do tipo e do tamanho do tumor. “Geralmente o resultado é positivo. Nós fazemos a cirurgia, retiramos o tumor para biopsia e, após a confirmação do câncer, continua o processo de tratamento, que exige o auxílio de quimio ou radioterapia. Há casos em que, no mesmo dia, a gente já realiza a reconstrução palpebral”, detalhou Renato Damasceno, único alagoano com especialização em cirurgias de tumores de órbita.
O evento
O 23º Congresso Internacional de Oftalmologia acontecerá entre os dias 16 e 24 deste mês. Em paralelo, também será realizado o 12º Congresso Internacional do Conselho de Oftalmologia Africano (MEACO). É a primeira vez que o Oriente Médio recepciona este evento.
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