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Prevenção é a medida mais eficaz para controlar bactérias multirresistentes

27 de Janeiro de 2012 12:07

Agência Alagoas

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A primeira Reunião Científica Mensal do Hospital Geral do Estado (HGE), realizada durante esta semana, foi marcada pela ênfase na prevenção como caminho mais eficaz para o controle das infecções hospitalares. O evento - promovido pelo HGE, por meio da Gerência Acadêmica e Centro de Estudos Profº Rodrigo Ramalho - tem como objetivo reunir, todas as últimas quartas-feiras do mês, profissionais e estudantes para fomentar a discussão acerca dos conhecimentos científicos na área da saúde.

Segundo o gerente Acadêmico do HGE, Amauri Clemente, a Reunião Científica ampliará a interação entre profissionais e estudantes, além de ajudar na carga horária obrigatória curricular dos alunos. “As reuniões terão certificados que vão ser emitidos a cada 40h de palestras, mas quem precisar de declarações sobre cada tema pode solicitar na gerência Acadêmica”, informou.

Ele explicou que o HGE é um hospital de ensino, por isso deve ofertar atividades acadêmicas que trazem como reflexo a melhoria da assistência ao paciente. “O Hospital Geral é um centro de treinamento e desenvolvimento do conhecimento de quase a totalidade dos profissionais de saúde de Alagoas. O estudante que faz estágio no nosso hospital tem a certeza que sairá preparado para o atendimento eficiente de urgência e emergência”, ressaltou.

Com o tema “Bactérias Multirresistentes: o que há de novo?”, as coordenadoras das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar do HGE, Santa Casa de Misericórdia de Maceió e hospital Unimed proferiram palestras enfatizando a importância dos cuidados preventivos para diminuir e controlar a incidência de infecções.

De acordo com Maria das Mercês Pereira, coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Geral, as infecções por bactérias multirresistentes não se limitam somente ao estado de Alagoas e ao HGE, mas tem abrangência mundial.

“O problema da resistência antimicrobiana tem sido uma grande preocupação para a saúde pública, com sérias implicações econômicas, sociais e políticas. Essas bactérias fazem parte do próprio ambiente dos serviços de saúde, mas a responsabilidade pela prevenção e controle das infecções hospitalares é dever de todos os profissionais”, explicou.

Para prevenir e controlar a proliferação de bactérias, a Comissões de Controle de Infecção Hospitalar do HGE elaborou um manual de orientação para o controle da disseminação de bactérias multi e pan-resistentes, baseado nas recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além do manual, uma campanha de conscientização está sendo realizada para mostrar que a lavagem das mãos é a medida mais eficiente no combate às infecções.

A médica Tereza Tenório, coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, apresentou os aspectos epidemiológicos e microbiológicos das bactérias mutirresistentes e os principais fatores associados à transmissão.

“As bactérias multirresistentes chegaram para ficar e nosso papel é evitar a transmissão, já que não podemos eliminá-las. Há 15 anos, as entidades de saúde pública já alertavam para a escassez de drogas para o tratamento. Hoje, constatamos a dificuldade para tratar os pacientes devido à multirresistência a uma série de antimicrobianos”, afirmou.

A coordenadora da Comissão de Controle de Infecção do hospital Unimed, Raquel Guimarães, ratificou a opinião das demais especialistas ao afirmar que a quebra do ciclo das bactérias só é possível com medidas de prevenção. “Tratar o paciente está cada vez mais difícil devido ao alto poder de adaptação e sobrevivência dos microorganismos no meio ambiente. Precisamos rever os procedimentos e conceitos para que possamos intervir de forma positiva”, lembrou.

De acordo com ela, o tratamento de pacientes portadores de bactérias com resistências deve ser iniciado dificultando a transmissão a partir do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), higienização adequada das mãos, precauções de contato, estabelecimento de isolamento de contato até a alta do paciente e realização de culturas de controle.

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