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Chacina da Gruta

Talvane e mais quatro réus são condenados pelo assassinato de Ceci Cunha

19 de Janeiro de 2012 04:52

Amanda Farias e Elisana Morais

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Talvane e mais quatro réus são condenados pelo assassinato de Ceci Cunha

Já passava das 4h30 da madrugada quando o juiz André Granja deu, finalmente, o veredito no julgamento do assassinato da deputada federal Ceci Cunha. Talvane Albuquerque foi condenado por homicídio duplamente qualificado. Jadiélson Barbosa, Mendonça Medeiros, Alécio Vasco e José Alexandre dos Santos também foram condenados, como executores dos homicídios triplamente qualificados.

Para o juiz, as provas demonstram que os acusados são culpados pelo crime, com a intenção de obter o cargo de deputado deferal, assumido por Ceci Cunha. André Granja afirmou que o crime foi cometido de maneira fria, sem chance de defesa e com a invasão do ambiente familiar "dispostos a matar qualquer pessoa que ali estivesse".

PENAS

A primeira pena estabelecida pela morte de ceci Cunha foi a de Jadielson Barbosa, o réu foi condenado a 25 anos de prisão. Pela morte das outras três vítimas, a pena foi de 26 anos e oito meses, totalizando 105 anos de prisão. A pena foi idêntica para José Alexandre dos Santos.

A pena pela morte de Ceci para Alécio César Vasco foi de 20 anos e dez meses de prisão. Com relação às outras três vítimas, a pena estabelecida foi de 22 anos, um mês e 20 dias, totalizando 87 anos e três meses de prisão.

Mendonça Medeiros foi condenado a 15 anos e sete meses de prisão. Pelas mortes dos parentes da deputada, foi estabelecida a pena de 20 anos para cada um, totalizando 75 anos e sete meses de prisão.

Por último, Talvane Albuquerque foi condenado a 24 anos e quatro meses de prisão pela morte de Ceci Cunha, e a 26 anos e oito meses pelas demais vítimas, somando 103 anos e quatro meses de reclusão. Também foi estabelecida uma indenização por danos materiais de R$ 100 mil para os herdeiros de Ceci Cunha, Juvenal Cunha e Iran Maranhão, que tinham filhos menores de 25 anos à época do crime. Também foi determinado o pagamento de 500 salários mínimos para os herdeiros de cada vítima.

Espera 

Às 21 horas, após os debates entre Ministério Público Federal e os advogados, os julgados foram levados para a sala secreta para fazer o julgamento dos réus. Todos saíram do plenário, juiz, promotoria e advogados de defesa. Um intervalo de quatro horas foi dado para que o Conselho de Sentença decidisse sobre o futuro dos réus: a condenação ou absolvição.

Os réus foram acusados de terem planejado o assassinato da deputada federal Ceci Cunha, em 16 de dezembro de 1998, assim como o marido dela, Juvenal Cunha, de Iran Maranhão e a mãe dele, Ítala Maranhão.

Defesa

Na tarde desta quarta-feira, 18, a defesa dos acusados apresentou, durante as tréplicas, reportagens veiculadas em jornais onde integrantes da Polícia e Justiça dizem que as investigações não apontavam Talvane como autor do crime. A reportagem também trouxe uma declaração do juiz Daniel Acioly afirmando não ter encontrado provas para pronunciar Talvane Albuquerque.

Nas reportagens, é apresentado depoimento do delegado Paulo Brás, que também reforça que não foram encontradas provas contra Albuquerque quando presidia o inquérito.  

Acusação

O assistente de acusação, José Fragoso, lembrou o depoimento do jardineiro Valmir Pareira, sobre o carro Uno usado pelos acusados. Falou que as ligações feitas entre Talvanes, Jadiélson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros Silva aconteceram em um curto espaço de tempo no dia do crime.

Mostrou a conta telefônica do aparelho com o código de área de Brasília e questionou o motivo de terem havido tantas ligações para os acusados no mesmo dia do crime, 16 de dezembro de 1998. Durante a explanação de José Fragoso, o procurador federal Rodrigo Tenório pediu a palavra e disse que o jardineiro Valmir reconheceu “Chapéu de Couro” dentro do veículo.

Tenório diz que José Alexandre foi encontrado com arma e que viu três pessoas no carro no dia do crime. "Os assassinos executaram a ex-deputada e depois saíram rapidamente da cena do crime, pois eles não iam atirar e ficar lá esperando”, coloca.

Diz também que Claudinete Maranhão confirmou que viu Jadiélson e o reconheceu neste julgamento. Explicou que o crime foi uma conspiração para matar Augusto Farias. Segundo ele, o alvo mudou para Ceci Cunha.

Rodrigo Tenório conclui pedindo aos jurados que não se deixem enganar pela defesa que usa de emoções exacerbadas. 

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