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Especialista orienta sobre os cuidados para evitar micoses

09 de Janeiro de 2012 22:44

Agência Alagoas

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Como o verão é a estação mais quente do ano, as pessoas transpiram muito e têm mais contato com a água. Isso faz com que a pele fique úmida por mais tempo, favorecendo o aparecimento das micoses, principalmente em crianças. Segundo a técnica da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) e dermatologista, Tânia Maria Ferreira, as micoses são doenças causadas por fungos e que podem ser adquiridas na praia ou nas piscinas. Em contato com a pele úmida, os fungos se desenvolvem rapidamente.

De acordo com a especialista, todo o corpo pode ser afetado pelas micoses. No verão, é mais comum o acometimento das virilhas, pés e unhas. “A doença inicia-se sempre por uma pequena lesão vermelha. Provoca escamação contínua da pele e coceira. O stress e o sol podem facilitar a sua manifestação”, explica a médica.

Segundo Tânia Maria, a automedicação não é aconselhada já que as micoses podem ser confundidas com outras doenças. A dermatologista orienta que é importante sempre lavar as mãos, visto que parasitas costumam se instalar em sujeiras acumuladas sob as unhas. Outra dica é manter o corpo bem sequinho.

 “Ao se enxugar após o banho, é importante secar bem as áreas quentes do corpo, como axilas, região da virilha e interglúteos. Deve-se tomar cuidado para não deixar umidade retida também nas partes que têm a ventilação prejudicada, como embaixo das mamas, entre os dedos das mãos e dos pés e também nas dobrinhas”, esclareceu a dermatologista. 

Ainda de acordo com Tânia Maria Ferreira, existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais, dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose. Hábitos higiênicos são importantes para a prevenção e o tratamento deve ser individualizado para cada paciente, levando em consideração o tipo e a localização da micose, devendo ser orientado pelo dermatologista.

Conheça as doenças de verão

Pano branco – Nome popular dado à Pitiríase Versicolor, doença que deixa manchas brancas no rosto, no peito e nas costas. É um tipo de fungo que vive no cabelo e se espalha pelo corpo após muita exposição ao sol. Prevenção: O uso de produtos que controlam a oleosidade capilar pode ajudar. Tratamento: Antimicóticos. Mas o tom da pele só volta ao normal após semanas ou meses do contágio.

Frieira – Provocada por um fungo, faz a pele entre os vãos dos dedos dos pés racharem, causando ardência, dor e coceira. Prevenção: Seque bem a região após o banho e evite usar sapatos muito fechados. Tratamento: mesmo quando os sintomas desaparecem, o fungo costuma continuar no local. Por isso, em muitos casos, deve-se usar cremes ou pomadas específicas para esse problema por um longo tempo.

Micose de virilha – Fungos que se proliferam por causa do uso de maiôs úmidos durante muito tempo. Podem surgir manchas vermelhas, que coçam. Prevenção: Não fique com o biquíni molhado após o banho de mar ou piscina. Tome uma chuveirada, seque-se bem e use sempre calcinha de algodão. Tratamento: normalmente, o médico indica uma pomada tópica. Casos mais graves, porém, exigem medicação oral.

Bicho geográfico – Larvas presentes em fezes deixadas por cachorros na praia, que penetram na pele dos banhistas. Em geral, na sola dos pés. Elas deixam riscos parecidos com um mapa (daí o nome) e coçam. Prevenção: Não sente diretamente na areia (forre sempre com toalha ou canga) e evite andar descalça. Tratamento: O dermatologista pode indicar a aplicação de pomada ou de tratamento oral.

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