DESAGREGAÇÃO DO ESPÍRITO DE LUTA
Atualizando meus arquivos no ORKUT, achei de abrir o Biscoito da Sorte e, lá, encontrei a seguinte frase: “O maior patrimônio de uma nação é o espírito de luta de seu povo e a maior ameaça para uma nação é a desagregação desse espírito.”, e resolvi produzir o texto que segue.
Arapiraca está vivendo exatamente este momento político infeliz. O momento de desagregação do espírito de luta de um povo que ao longo dos anos, soube lutar por uma Arapiraca melhor.
Lembro-me muito bem dos anos 60, 70 e 80, ainda sob a égide do Golpe Militar, que o pacato povo brasileiro o apelidou de Revolução de 64, quando grandes homens saiam às ruas sem medo e, de cara limpa, lutavam por um Brasil, um Alagoas e uma Arapiraca melhor, nesse contexto (falo por Arapiraca), encontravam-se Higino Vital da Silva (ex-prefeito), Sebastião de Oliveira Lima (advogado), Pedro Balbino Sobrinho/meu pai (agro-pecuarista e produtor de fumo), Agripino Alexandre (ex-prefeito), Gilberto Félix (produtor de fumo), Wellington Palmeira (Médico e ex-vereador), José Barbosa de Oliveira (ex-prefeito), Remi Barbosa (empresário), Évio Barbosa (advogado e empresário), Analita Vieira Torres (funcionária pública), Noberto Severino dos Santos (agro-pecuarista e produtor de fumo), João Nunes Ferreira (ex-vereador), Elza Maria Soares (funcionária pública), Bezinha Lima (funcionária pública), Dimas Teógenes (empresário), Maurício Fernandes (Advogado e ex-vereador), José Fernandes Silva (Médico), Antonio Chico (agro-pecuarista e produtor de fumo), João do Nascimento Silva (ex-prefeito), Samoel Balbino de Melo (na época estudante), Jadelson Vital (empresário), Dezinho Vital (produtor de fumo), João Nunes Lopes (técnico em eletrônica), Fernando Rezende (ex-vereador), Eduardo Alves (agro-pecuarista e produtor de fumo), Antonio Izidoro (agro-pecuarista e produtor de fumo), e tantos outros nomes, que, durante as 24 horas de cada dia não mediam esforços, nem tempo, para construir o futuro de Arapiraca. Todos os nomes citados contribuíram direta ou indiretamente para o crescimento e a moralização da política em nossa região, eles lutavam contra a ditadura e em prol do povo pobre de Arapiraca e Região.
De 1970 até 1980. Arapiraca, passou por um processo de transição política administrativa, em que, procurava-se um modelo de administração pública diferente, no qual pudesse acomodar os amigos no poder e, ao mesmo tempo, promovesse o controle das finanças públicas, possibilitando também a reorganização estrutural e institucional do município que, na época, não dispunha de um Código Tributário que alimentasse a argumentação do chefe do executivo, tornando o município incapaz de produzir divisas, sem contar que, na época, não existia esse negócio do Estado ou da União repassar obrigatoriamente ICMS, FPM e outros impostos para os municípios.
Naquela época, o dinheiro do Brasil e dos Estados eram distribuídos pelas caras. O Prefeito que tinha como amigo um Deputado Federal ou um Senador da República, assim como, um Deputado Estadual, conseguia construir postos de saúde e escolas, do contrário, malhava em ferro frio, por décadas.
Em meados de 1984, Arapiraca, conquistou novos espaços, soube construir projetos importantes e ganhou a confiança dos Ministros Ditadores que, entenderam que Arapiraca, pela sua história e pela grande quantidade de projetos protocolados na Esplanada dos Ministérios da Ditadura merecia receber um tratamento diferençado. Posso afirmar com todas as letras, porque na época eu era o Diretor de Planejamento Estratégico de Arapiraca, que, nos idos de 1984/85/86 e 87, recebemos inúmeras visitas de funcionários e técnicos da ditadura e a partir daí, sim, Arapiraca cresceu e desenvolveu como nunca. Arapiraca tomou lugar de destaque na Região Nordeste. Não houve a retomada de crescimento, houve planejamento, gerenciamento e controle na administração pública capaz de promover o desenvolvimento de Arapiraca em todos os sentidos. Na época, cuidou-se das estratégias de planejamento e controle do uso do solo urbano, do meio ambiente, dos arruamentos, parques, praças e jardins, escolas, creches e postos de saúde.
Eu costumo dizer, que, a Arapiraca de hoje não precisa mais de prefeito para crescer, precisa sim, de administradores comprometidos com o futuro dos próprios filhos, netos e bisnetos. Homens que compreendam que aqui nasceram, vivem e permanecerão suas raízes e, portanto, pensando assim, trabalhem com responsabilidade e dedicação de maneira que todos eles possam se orgulhar num futuro próximo.
Diante de tudo isso, quero dizer que em 2012 teremos eleições para Prefeitos em todo o Brasil. Arapiraca precisa redistribuir o Poder. Somos 220 mil habitantes e 125 mil eleitores. Somos uma potência sócio-econômica e cultural. Se não soubermos procurar novos talentos políticos, Arapiraca permanecerá inerte nas mãos das mesmas pessoas. É importante que os comerciantes comecem a pensar, discutir política partidária, política econômica e social, discutir administração pública.
Já existe boca a boca nos corredores de Arapiraca os nomes mais cotados para a próxima campanha, pois, comenta-se sobre: Wilton Malta (Empresário), Lenildo Amorim (Médico), Paulo Sérgio Barbosa (CEF), Rogério Teófilo (atualmente, Vice-Prefeito), não vou aqui, discutir sobre a idoneidade moral de nenhuma deles, pois, são pessoas altamente conceituadas em Arapiraca e na Região, no entanto, quero dizer que, em Arapiraca existe uma sociedade política em fase de crescimento político, uma mistura de todos os partidos e de todas as raças, filhos de grandes homens que ao longo dos anos e principalmente no decorrer do longo Golpe Militar, fomentavam (pagavam as contas) da política partidária que buscava um novo modelo de administração pública, capaz de promover o desenvolvimento e o engrandecimento de Arapiraca.
Arapiraca dos anos 2010 foi planejada nos anos 71 e 72, com o Prefeito João Batista Pereira da Silva, através de um estudo e um Plano Diretor produzido pela SUDENE, que, perdeu força no governo de transição (fragilizado) do Prefeito Higino Vital, que, passou despercebido pelo governo do Prefeito Agripino Alexandre, que saiu da gaveta no governo do Prefeito João Nascimento, incrementado no governo do Prefeito José Alexandre e, colocado na prática no governo do Prefeito Severino Barboza Leão, de onde saíram os grandes projetos de Arapiraca, que, seguidamente contou com o apoio irrestrito da Prefeita Célia Rocha, que produziu também novos e grandes projetos, continuados pela administração do Prefeito Luciano Barbosa, que diga-se de passagem, é um grande administrador.
Mas, em si falando de política partidária, Arapiraca precisa repensar. A sociedade arapiraquense precisa tomar atitudes, ir para as ruas, ver de perto a cara dos novos políticos, conhecer as proposta de cada um, conversar com os amigos, saber a opinião de cada um, ouvir o clamor do povo. Tivemos legislaturas em que elegemos seis Deputados Estaduais e dois Deputados Federais e hoje, quantos temos? Quem sabe?
Sou capaz de apostar que 90% (noventa por cento) da sociedade arapiraquense não sabe que Rogério Teófilo é o vice-prefeito, não conhece e não sabe o nome dos vereadores, do mesmo jeito que não sabe em quem votou na última eleição de prefeito e vereadores, aposto ainda, que, não sabe que Michel Temer é o novo Vice-Presidente da República.
Ano 2012 é ano de eleição para prefeito e vereadores em todo o Brasil.
O prazo para filiação partidária termina nos primeiros dias de outubro de 2011, falei 2011 (este ano). Cuidado e muita atenção.
Levantar uma bandeira de luta é fundamental.
O Povo é sempre maior.
Precisa-se acabar com a compra e a venda de votos. Você faz a diferença, basta cumprir o seu papel fazendo a sua parte.
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