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Geraldo Câmara
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Melhor a incompetência do que a maldade.
11 de Maio de 2011Todas as vezes que falo no assunto “greve” tenho que repetir e repisar que não sou contra elas.
Sou contra greves que interfiram na vida do povo de modo agressivo como são algumas da saúde e da educação, do transporte público, da segurança tirando do povo o que ele já tem em pequenas porções.
Agora mesmo, Alagoas está vivendo um clima de intranqüilidade quando vê acontecerem manifestações grevistas de policiais, possíveis desaquartelamentos e, finalmente, o Corpo de Bombeiros provocando o ineditismo da paralisação do aeroporto de Maceió submetendo-nos a todos ao vexame de recebermos bombeiros de Salvador e do Recife para que volte à normalidade.
Aviões não puderam subir ou descer, o tráfego aéreo foi desviado para o Recife e quantas vidas foram prejudicadas pelo acontecimento!
Isto sem contar com os dramas inúmeros vividos por diversas famílias que estão sofrendo agressões e a polícia parada.
Falta governo, sim.
Talvez falte diálogo. Mas, sobretudo, falta previsão de que as coisas podem realmente acontecer e que nada acontece por acaso.
Portanto, mais uma vez o governo estadual enfrenta problemas por falta de “jogo de cintura” ou sei lá por que.
Pelo menos, esperemos que não seja por maldade.
Melhor a incompetência do que a maldade. -
INCENTIVO AO COOPERATIVISMO
06 de Maio de 2011Fosse eu autoridade nesta cidade de Maceió e já teria tentado criar algum tipo de lei ou de organismo municipal que mapeasse a vocação da cidade nos seus diversos bairros, buscando a geração de trabalho, muito mais importante do que a geração de emprego.
Com base na vocação buscaria incentivar a formação de cooperativas, bem mais avançado do que a criação de associações, com a finalidade de criar produção, gerar trabalho, fixar os habitantes nos seus bairros e fazer com que cada bolsão de pobreza tivesse a possibilidade de trabalhar honesta e dignamente pelo seu sustento sem a necessidade das esmolas, oficiais ou não
E não me venham dizer que os modelos cooperativistas estão ultrapassados porque não estão.
Muito pelo contrário são a grande saída para o estado calamitoso em que vive parte da população que não encontra caminhos a não ser, em alguns casos, na absoluta informalidade, o que não é bom nem para ela nem para o município.
Os longos estudos que temos feito a respeito do cooperativismo nos demonstram que o caminho é este, principalmente quando as técnicas modernas e o acesso ao crédito cooperativo estão aí, cada vez mais à disposição do mercado.
Imagino uma Maceió criando cooperativas de artesanato, de confecções, de reciclagem de materiais, de construção habitacional, de serviços de mão de obra os mais diversos, de...de...de...tantas e tantas coisas que as pesquisas apontarão e que a criatividade do alagoano ajudará a recomendar.
Na verdade, o que se precisa é sair do ócio, da posição de mão estendida e para um povo que desacredita no futuro é preciso sim, que haja incentivo, por parte dos governos, iniciativas dos vereadores e vontade política para agir.
É hora de Maceió acordar para o fato e, a partir das comunidades, pedir socorro ao cooperativismo. -
Merendeiros "caras de pau"
01 de Abril de 2011Ou “as caras de pau”, já que elas, primeiras-damas e secretárias de educação de vários municípios lideraram a sacanagem – não encontro outra palavra – que fizeram com as crianças que precisam da merenda escolar como fonte de vida.
Trocaram a necessária merenda por uísque importado, por ração para seus privilegiados cães.
Trocaram por luxo para suas vidas enquanto as crianças pobres e carentes de seus municípios reclamavam da falta da preciosa merenda.
Acho até, senhores juristas, que esse crime deveria se enquadrado como hediondo e, no mínimo, deveria ser inafiançável.
Porque este não é um país rico e ainda que fosse não poderia se dar ao desplante de permitir que gestores públicos desviassem verbas tão importantes para insuflarem e manterem o pior dos crimes que é o praticado contra nossas crianças.
Confesso estar estarrecido, ainda que não devesse ser incrédulo diante dos fatos.
Mas a verdade é que sempre buscamos acreditar que as pessoas não sejam tão ruins; que a generosidade ainda possa existir; que o temer a Deus ainda valha.
Mas, nada disso.
As bruxas são bruxas e assim o serão para o todo e sempre.
Com vassoura na mão ou com aspiradores de pó de última geração. -
NINGUÉM SE ENTENDE NA FICHA LIMPA
26 de Maro de 2011Quando se pensa que acabou a novela da Lei da ficha limpa e que as eleições de 2010 estavam descartadas e, a partir daí, já em 2012, as regras estariam valendo, surge o presidente do STF, Ricardo Lewandowsky, dizendo que não tem nada resolvido para as próximas eleições.
Afirma que a lei está eivada de minúcias que podem levar a discussões ferrenhas quanto à sua constitucionalidade e etc, etc, etc.
Isto, sem contar que os deputados e senadores que deveriam automaticamente assumir seus postos, agora por direito, não podem fazê-lo porque têm que ser alvos de julgamentos exclusivos e individuais.
Que me perdoem os juristas e até os ministros e desembargadores, mas o que se vê é uma “casa de mãe Joana” deixando o povo absolutamente mais ignorante e sem rumo.
De lá de cima deveria vir a luz e vem a escuridão.
Particularmente não acho que qualquer um deva ser candidato e se eleger.
Muito ao contrário, urge uma reforma política, uma reforma dos políticos e uma seriedade que os homens e mulheres de bem almejam.
No entanto, essa dúvida que paira no ar, essa discussão infindável, essa guerra de artigos, de regulamentações, de recursos, cabíveis ou não, tudo isto vai acabar por cansar o povo brasileiro que pede pelo amor de Deus para acreditar em alguém ou em alguma coisa.
Vamos esperar
Mais uma vez. -
UMA INOCÊNCIA DE FERRO!
22 de Maro de 2011Sinceramente não entendi porque o competente advogado Welton Roberto que faz a defesa de Cícero Ferro pediu um “habeas corpus” para o seu cliente e achou que ele estaria livre.
Era preciso considerar que, quando foi decretada a prisão de seu cliente, o mesmo ainda tinha um mandato que lhe dava imunidade.
No entanto, era de se esperar que o “habeas corpus” funcionasse mas que logo em seguida qualquer juiz decretasse de novo sua prisão, já que a imunidade teria sido extinta com a extinção do seu cargo de deputado.
Foi exatamente o que aconteceu acrescido do fato de que a juíza ainda interpretou que o acusado teria fugido às suas responsabilidades.
Claro está que o advogado vai pedir outro “habeas” e deverá consegui-lo dentro da lei, para que Cícero Ferro responda aos processos em liberdade.
E aí, tudo ficará como “d’antes no quartel de Abrantes”.
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