Flávio Oliveira
31 de Dezembro de 1969
Terra a vista timoneiro, terra a vista capitão! grita eufórico do cesto de observação o marinheiro de Cabral a serviço de sua majestade o rei de Portugal. Qual não foi a surpresa vista de todos da nau ao vislumbrarem a foz do Coruripe, num vale fenomenal de uma riqueza natural a produzir num futuro sinuoso em rios caudalosos de poder, em especial o econômico dos futuros canaviais, uma potência seria aquelas terra de agora Alagoas se não se deixasse desmatar, desmatar e afundar no mar revolto da ganância familiar de uns poucos, que vezes nem alagoanos são; transformaram depois daquele grito em 27 usinas de fazer dinheiro em nome destas “nobres” pessoas, as fazendas e engenhos que de real eram engenhocas começadas com tração animal no moer as canas a princípio produzidas nas várzeas dos seus senhores. A revolução de que se historia e fala dita industrial, transformou o engendrado mecanismo em fabricas de demerara, seguido de outros produtos. Foi quase assim, imaginem nesta confusão de falar deste blogueiro principiante. Da cabine de comando ao timão surge a figura retórica do capitão, barbudo, numas roupas desgastadas, cuja face calejada do sol de alto mar, respira fundo e brada: levantar as velas que aqui tudo é belo, porém, no futuro pois - pois, será tudo uma bagunça... soprem as velas até um porto seguro, quiçá todos os santos estejam lá.
Há muito o se me sai o conhecimento, Alagoas tem sido furtada do seu principal potencial, o alagoano. Alguns, em nome deste, têm feito peripécias políticas, como o acordo dos usineiros para fraudar o erário público. São tantas mazelas desse setor, começando pelas várzeas, rasgadas por valetas, num trabalho braçal, para fazer escoar as águas, dando espaço ao plantio, matando assim toda espécie de vida. Em seguida, para se alcançar as terras altas, mataram a fauna destruindo a flora. Eram máquinas gigantes de três pneus de ferro a elas acopladas, que trucidavam seculares árvores do nosso torrão. Outros, eram tratores de esteira, que usando correntes gigantes arregaçavam aquilo que hoje é conhecido como precioso: a mata atlântica. Depois, faziam grandes leilões entre lotes. a sede de riqueza e a intolerância com a vida deu prosseguimento nas décadas seguintes, queimando a terra e com ela os nutrientes orgânicos, levando a extinção até mesmo os animais que teimavam em resistir. Como se não fosse bastante a adubação aérea e o adubo químico eram introduzidos a essa perversidade, que tornaram as terras dantes produtivas arenosas, num processo de desertificação.
Continua a invasão dos invasores. Dessa vez em morros, serras e terra íngremes, para dar vazão à expansão canavieira; concentrada a riqueza, juntado os seus milhões, foram montar outras usinas noutros Estados e regiões, deixando Alagoas para trás, com seu deserto econômico e seus políticos na rede da preguiça, que balança a contra vento do desenvolvimento. Nem tudo está perdido. Cada indústria adotou um bichinho como símbolo, bonitos na fotografia, na simbologia, deixaram uns diminutos pedacinhos de chão, diga-se de passagem, improdutivo para a cana, destinado à recuperação ciliar; tudo em troca do selo da Abrinc e outros, que fazem evidenciar uma intenção distanciada da razão.
Uma Alagoas que desconhece sua história
Há muito o se me sai o conhecimento, Alagoas tem sido furtada do seu principal potencial, o alagoano. Alguns, em nome deste, têm feito peripécias políticas, como o acordo dos usineiros para fraudar o erário público. São tantas mazelas desse setor, começando pelas várzeas, rasgadas por valetas, num trabalho braçal, para fazer escoar as águas, dando espaço ao plantio, matando assim toda espécie de vida. Em seguida, para se alcançar as terras altas, mataram a fauna destruindo a flora. Eram máquinas gigantes de três pneus de ferro a elas acopladas, que trucidavam seculares árvores do nosso torrão. Outros, eram tratores de esteira, que usando correntes gigantes arregaçavam aquilo que hoje é conhecido como precioso: a mata atlântica. Depois, faziam grandes leilões entre lotes. a sede de riqueza e a intolerância com a vida deu prosseguimento nas décadas seguintes, queimando a terra e com ela os nutrientes orgânicos, levando a extinção até mesmo os animais que teimavam em resistir. Como se não fosse bastante a adubação aérea e o adubo químico eram introduzidos a essa perversidade, que tornaram as terras dantes produtivas arenosas, num processo de desertificação.
Continua a invasão dos invasores. Dessa vez em morros, serras e terra íngremes, para dar vazão à expansão canavieira; concentrada a riqueza, juntado os seus milhões, foram montar outras usinas noutros Estados e regiões, deixando Alagoas para trás, com seu deserto econômico e seus políticos na rede da preguiça, que balança a contra vento do desenvolvimento. Nem tudo está perdido. Cada indústria adotou um bichinho como símbolo, bonitos na fotografia, na simbologia, deixaram uns diminutos pedacinhos de chão, diga-se de passagem, improdutivo para a cana, destinado à recuperação ciliar; tudo em troca do selo da Abrinc e outros, que fazem evidenciar uma intenção distanciada da razão.
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